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Raí

rai-lanca-seu-primeiro-livro-turma-do-infinito-uma-obra-infanto-juvenil-1305588098354_1280x1920Meio-campista, é irmão do também célebre ex-jogador da Seleção Brasileira, Sócrates. Sua vida futebolística iniciou-se no Botafogo Futebol Clube, clube de sua cidade-natal, para onde foi aos 15 anos. Passou pela Ponte Preta por empréstimo durante o Campeonato Brasileiro de 1986 e no ano seguinte voltou, durante o Campeonato Paulista, ao Botafogo, jogando tão bem que foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa América daquele ano. Chegou a ser cobiçado pelo Corinthians, mas foi contratado pelo São Paulo ainda em 1987, para o Campeonato Brasileiro. Lá ele se tornaria um dos maiores ídolos da história do clube.

Sua estréia só se daria na última rodada do primeiro turno, em 18 de outubro, na derrota por 1×0 para o Grêmio, por causa de uma contusão na coxa direita que o deixou por três meses longe dos gramados. O seu primeiro gol viria no terceiro jogo: ele marcou o segundo da vitória por 2×0 sobre o Goiás.

Em 1991, Raí liderou o time comandado por Telê Santana, que revelou sua vocação de artilheiro. Isso é comprovado pelas estatísticas: antes da chegada de Telê, em outubro de 1990, Raí tinha marcado apenas 26 gols em mais de três anos; só em 1991, marcou 28 gols e foi artilheiro do Campeonato Paulista com 20 gols. Ele passou a ser o cérebro de um time que pressionava o adversário durante 90 minutos. Depois de três finais de Brasileiro consecutivas, o São Paulo conquistaria seu terceiro título em cima do Bragantino de Carlos Alberto Parreira. Nessa campanha, Raí foi o artilheiro do time, com sete gols, o que repetiria no Brasileirão seguinte, na Libertadores de 1993 e nos Campeonatos Paulistas de 1991, 1992 e 1993.

Campeão Brasileiro, o São Paulo de Raí, Telê e Zetti começou a Libertadores de 1992 em marcha lenta, mas foi evoluindo durante a competição e acabou por conquistar o título contra o Newell’s Old Boys, da Argentina. Raí marcou o gol que levou a final à decisão nos pênaltis, e, como capitão do time, coube a ele levantar o troféu. Classificado para a disputa do Mundial Interclubes de 1992, em Tóquio, o time de Raí enfrentaria o Barcelona, do técnico Johann Cruyff, que tinha no elenco jogadores como Ronald Koeman, Hristo Stoichkov e Michael Laudrup. O time espanhol saiu na frente, mas, com dois gols de Raí — sendo o primeiro com a barriga e o segundo em uma cobrança de falta perfeita —, o São Paulo virou o jogo e conquistou o título.

Na volta do Japão, o São Paulo ainda venceu a final do Paulista, batendo o Palmeiras por 2×1. Nesse campeonato, Raí chegou a marcar cinco gols em um mesmo jogo, a vitória por 6×0 sobre o Noroeste, de Bauru, em 15 de outubro. No começo de 1993, foi vendido ao Paris Saint-Germain, da França, por 4,6 milhões de dólares, mas ficou no Brasil até o meio do ano e conquistou ainda a Libertadores de 1993, marcando um gol de peito no primeiro jogo da final e novamente levantando o troféu. No Campeonato Paulista, o time ficou em terceiro lugar, e a despedida do meia foi em uma vitória por 6×1 sobre o Santos, em 3 de junho.

Na França, demoraria um pouco para engrenar. Na sua primeira temporada, quando o PSG ganhou o Campeonato Francês de 1993-94, foi substituído na maioria de seus jogos e chegou até a freqüentar o banco de reservas, mas depois seria um dos principais jogadores do time na conquista dos títulos do Campeonato Francês de 1995-96, da Copa da França de 1994-95 e de 1997-98 e da Recopa da Uefa de 1996.

Raí ainda voltou ao São Paulo em 1998, e sua reestréia foi contra o Corinthians, já na final do Campeonato Paulista daquele ano: ele fez um gol de cabeça e foi campeão no mesmo dia. Mas em jogo contra o Cruzeiro, em 9 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, Raí rompeu os ligamentos no

tornozelo por causa de uma entrada de Wilson Gottardo e teve de ficar mais de um ano parado.  Quando voltou, ficou na reserva durante boa parte do Campeonato Brasileiro de 1999. Nas semifinais desse campeonato, inclusive, chegou a errar dois pênaltis no mesmo jogo contra o Corinthians. Só com a chegada do técnico Levir Culpi, no início de 2000, voltou a ganhar espaço no time], mas aí já estava próximo da aposentadoria.

O último gol de Raí como profissional foi, em 27 de junho de 2000, diante do Palmeiras, no Palestra Itália, de “letra” após cruzamento de Sandro Hiroshi pela ponta direita. Sua última partida antes de se aposentar foi pouco menos de um mês depois, em 22 de julho, em uma derrota por 3×1 para o Sport em João Pessoa, pela Copa dos Campeões. Muitos o consideram um dos jogadores mais importantes da história do clube.

Na Seleção, entretanto, não teve tanto destaque como no São Paulo. Jogou 51 partidas pelo Brasil, marcando 16 gols, incluindo um, de pênalti, no jogo contra a Rússia pela primeira fase da Copa do Mundo de 1994, quando jogou com a camisa 10. Nessa Copa, foi titular nos três primeiros jogos do time e entrou no segundo tempo contra Holanda, nas quartas-de-final, e Suécia, nas semifinais.

Vida após o futebol

Raí chegou a ocupar um cargo na diretoria do São Paulo, mas não ficou muito tempo. Atualmente, Raí dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra e é correspondente esportivo em Londres da rádio CBN.

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