Gustavo Franco - Agência de Palestrantes | Sandra Paschoal Palestras Gustavo Franco - Agência de Palestrantes | Sandra Paschoal Palestras

Gustavo Franco

Foi presidente do Banco Central do Brasil de agosto de 1997 a março de 1999. Filho de Guilherme Arinos Lima Verde de Barroso Franco (assessor e amigo do Presidente Getúlio Vargas, membro da primeira diretoria do BNDES) e Maria Isabel Barbosa de Barroso Franco, Gustavo Franco graduou-se (19751979) em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e, em seguida, completou seu mestrado, também pela PUC-Rio, com tese defendida em 1982, primeira colocada em 1983 no Prêmio BNDES de Economia para teses de mestrado. Esta tese foi seu primeiro livro publicado, com o título “Reforma monetária e instabilidade durante a transição republicana”. Em seqüência,Doutorou-se na Universidade de Harvard, 1982-1986, onde estudou a hiperinflação sofrida nos anos vinte pela Alemanha, Polônia, Áustria e Hungria. Esta tese venceu o Prêmio Haralambos Simionides em 1987, para a melhor tese ou livro de economia, prêmio concedido pela ANPEC, Associação Nacional de Centros de Pós Graduação em Economia.

Em seguida, retornando ao Brasil, para o [Departamento de Economia da PUC do Rio de Janeiro], foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia, durante 1986-93, especializando-se em inflação, estabilização, história econômica e economia internacional, áreas em que publicou extensamente. Nesta época publicou, além de inúmeros artigos em revistas acadêmicas, três livros: Foreign direct investment and industrial restructuring: issues and trends (co-autor Winston Fritsch) Development Centre Studies, OECD Development Centre, OECD, Paris, 1991. Publicado simultaneamente, e na mesma série, em francês com o título L’Investissement Étranger Direct au Brésil: son incidence sur la restructuration industrialle. A Década Republicana: o Brasil e a economia internacional – 1888/1900 Publicado pelo IPEA-INPES pela série PNPE nº 24. Rio de Janeiro, 1991; e Cursos de Economia: catálogo de listas de leitura de cursos oferecidos em centros membros da ANPEC Publicado pela ANPEC, Setembro de 1992. (este como editor e organizador).

Em seguida, no serviço público, durante 1993-1999, foi secretário de Política Econômica (adjunto) do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central do Brasil. Nesta época venceu prêmios como Economista do Ano 1997, prêmio concedido pela Ordem dos Economistas de São Paulo, através de eleição pelos membros da Ordem, e “Central Banker of the year, 1998”, prêmio concedido pela revista Euromoney, Setembro de 1998.

Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real. • Mais especificamente, sua experiência compreende: A responsabilidade direta pelos instrumentos legais relacionados ao Plano Real: Lei 8880/94, instituindo a URV, a reforma monetária e as conversões contratuais, a Lei 9069/95, criando o Real e as novas instituições monetárias, e a Lei 10.192/01, tratando da desindexação. Concepção e operação da política cambial com vistas à estabilização, abertura e re-inserção internacional do país: remontagem da mesa de operações e respectivo backoffice, criação da sistemática de bandas cambiais, leilões de spread e de intervenção em derivativos cambiais, administração de reservas, criação de benchmarks, reciprocidades e terceirização, posteriores à retirada das reservas do BIS; Responsabilidade pelas fases finais das negociações da dívida externa da década passada, compreendendo a emissão dos novos bônus “bradies” em troca dos depósitos MYDFA, aquisição em mercado de US Treasury “Strips” como garantias co-laterais, conciliação final da dívida afetada e acordo posterior com a família Dart. Responsável pela desregulamentação na legislação cambial e de capitais estrangeiros (implantação dos módulos iniciais do Registro Declaratório Eletrônico, RDE), e definição de diversas modalidades de restrição à entrada de capitais de curto prazo, incluindo dispositivos tributários (IOF em investimentos em renda fixa), regulatórios (aplicações permitidas no Anexo IV) e fixação de prazos mínimos para empréstimos e repasses. Concepção, administração e conclusão do Primeiro Censo de Capitais Estrangeiros, ano base 1995. Membro da equipe responsável pela concepção e implementação do programa de privatização e extinção de bancos estaduais (PROES), a partir do qual já foram privatizados os bancos Banerj, Meridional, Bemge, Bandepe (Pernambuco) e Baneb (Bahia), liquidados os bancos dos estados de Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá; federalizados os bancos dos estados de São Paulo (Banespa), Ceará e Goiás e saneados os bancos dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará, e Sergipe. Responsável pela negociação de autorizações aquisições e fusões de bancos privados que envolviam participação estrangeira: Caixa Geral de Depósitos adquirindo o Bandeirantes, Interatlântico (Espírito Santo e Credit Agricole) adquirindo o Boavista, Bilbao Vizcaia adquirindo o Excel, ABN-AMRO adquirindo o Real, Sudameris adquirindo o América do Sul, CSFB adquirindo o Garantia, dentre muitos outros. As contribuições voluntárias para o saneamento do sistema financeiro foram usadas ativamente neste processo. Criação e coordenação do programa de emissão de bônus da República, compreendendo 16 operações em 10 moedas diferentes, entre 1995 e 1998, incluindo o lançamento do BR-27 (o primeiro bônus de 30 anos vendido em colocação voluntária em nossa história) em operação de troca envolvendo alguns bônus “bradies” cujas garantias colaterais foram recuperadas (Deal of the Decade para a revista Latin Finance).

A partir de sua experiência de governo publicou dois livros: O Plano Real e Outros Ensaios Editora Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1995; e O Desafio Brasileiro: ensaios sobre desenvolvimento, globalização e moeda São Paulo: Editora 34, 1999. Sobre o Plano Real e sua contribuição veja-se Guilherme Fiúza “3000 dias no bunker, um plano na cabeça e um país na mão”, pela Editora Record, 2006 e “Plano Real: A Real história do Real: uma radiografia da moeda que mudou o Brasil” de Maria Clara R. M. do Prado Rio de Janeiro: Editora Record.

Após ano sabático na universidade (1999), fundou a Rio Bravo Investimentos (2000), empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações. Participou e participa de diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos como palestrante. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas) e escreve para jornais e revistas (O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Veja, Época).

Desde 1999 publicou outros três livros: O papel e a baixa do câmbio – um discurso histórico de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Editora Reler, 2005. (editor e organizador); Crônicas da convergência: ensaios sobre temas já não tão polêmicos. Rio de Janeiro: Editora Topbooks, 2006; e A economia em Pessoa (textos econômicos de Fernando Pessoa). Rio de Janeiro: Reler Editora, Novembro, 2006 (editor e organizador).

 

Twitter

Galeria de Fotos

Solicite um Orçamento